segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Televisão americana invadiu nossos lares


Por Tato França - Texto revisado por Marcelo França

Década de 90. Chegam às nossas casas a tão amada TV a cabo. Nasce também o fenômeno da “americanização do nosso humor”. Séries cômicas como “Friends” tornam-se os carros chefes dos canais pagos Sony e Warner Channel. O sucesso não é um mero acaso. O formato sitcom já é relativamente velho nos EUA.
Nascidos nos anos 60, e, como tudo que vinga por lá, os programas também fizeram muito sucesso em terras tupiniquins. “A Família Adams” (The Addams Family 1964 a 1966), “Jeannie é um Gênio” (I Dream Of Jeannie 1965 a 1970) e “A Feiticeira” (Bewitched 1964 a 1972) são exemplos de programas bem sucedidos por aqui.

Em termos de produção, enquanto tais programas eram produzidos aos montes nos EUA, por aqui patinávamos com o mesmo tipo humor durante 30 anos. Chico Anísio e Jô Soares faziam o nosso menu semanal de comédia. Ainda tínhamos “Os Trapalhões”, “TV Pirata” e Golias, que juntos garantiram muitos risos ao público brasileiro. Depois disso o “Casseta e Planeta”, programa que sempre só beirou o engraçado, mas com passagens realmente cômicas. Quando, por exemplo, Bussunda interpretou Vera Fischer em “Esculachos de Família”.

Há quem pense que só atingimos a idade adulta na comédia ao estilo norte-americano com a estréia de programas como “A Grande Família” ou “Os Normais”. Programas semanais estrelados por verdadeiras feras do humor dão uma aula de como fazer o publico rir.

O Futuro do humor brasileiro é promissor. O formato de Stand-up comedy ganhou muito espaço nos palcos de todo Brasil. Lugar importante na disseminação deste jeito de fazer humor é a terra do pinhão (http://www.youtube.com/watch?v=NY_nlZyvCgc Veja o vídeo a partir dos 05:20). Cada vez mais este tipo de humor invade a TV e ganha espaço nas emissoras.

(O autor do texto não nega a importância de tais comediantes nem sua relevância histórica)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Enorme Prazer


Um pouco tarde para começar a escrever sobre o assunto a seguir. Estamos já em 2011! Mas naquela época eu não tinha um blog. Agora tenho. Para voltar a me inspirar, coloco o disco rodando a partir da primeira música. A excelente “The Next Time Around” abre este maravilhoso álbum.

Estamos falando de Little Joy. Já faz tempo, eu sei, mas o disco de estréia – e único até agora - do grupo formado por Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti e Binki Shapiro .foi uma ótima surpresa em 2008.

A sonoridade é antiga, mas o som é moderno. Um clima meio francês, misturado com aquele lance meio anos 50 e, é claro, não podia faltar a brasilidade. Não necessariamente nesta ordem, mas é isso que eu sinto quando ouço. Aqui já estamos em “Brand New Start” naquele corinho final, musica maravilhosa.

Todos tentaram, mas só eles conseguiram. Quantas bandas aqui no Brasil você não viu tentando misturar o velho Strokes com Los Hermanos? Eu vi algumas. Mas nada que pudesse prender minha atenção. Pra mim, Little Joy é, em partes, a perfeita mistura das duas bandas. Esqueça isso quando falo em “Play the Part” ou “Unattainable”. Já em “Keep Me In Mind”, “No Ones Better Sake”, “How to Hang A Warhol” ou “Shoulder to Shoulder” isso está forte! É certo que é óbvia esta observação, mas pra mim isto não pode passar em branco neste texto. Como disse no início deste parágrafo, todos tentaram, mas só eles conseguiram. Trata-se de uma banda com integrantes de Strokes e Los Hermanos. Maravilha! Alguém com competência fez este serviço. E não é que ficou bom pra caralho?

Finalmente chegamos na última música do disco. Canção em português que fecha o belo disco do Litte Joy. Bateu nostalgia de ouvir este disco que quase furei de tanto escutar. Nostalgia boa. Este disco pra mim, não vai Evaporar.